PERSPECTIVAS SOBRE O ENSINO DA ENFERMAGEM NA MODALIDADE EAD NO RIO GRANDE DO SUL

RESUMEN
Este estudio se realizó por medio de una pesquisa bibliográfica-documental, que tiene por objeto verificar como se presentan la perspectiva de la Enseñanza en Enfermería en la modalidad EAD en la Región Sur del Brasil, así como verificar cuantos municipios y el número de instituciones que ofrecen el curso de enfermería en esta modalidad de enseñanza. Se constató que una Institución de Enseñanza Superior en 18 municipios del Río Grande del Sur dispone de la enseñanza de enfermería en la modalidad EAD. Mediante expuesto, se entiende que la enseñanza online es una nueva perspectiva para el campo de la salud, por lo tanto, se hace esencial que el profesional enfermero, independiente del modelo de enseñanza en que sea formado, concluya la graduación, estando apto para desarrollar sus competencias profesionales, sin olvidar del nivel de responsabilidad que está en sus manos, porque su objeto de trabajo, que es el ser humano, no es propenso a errores.
Palabras-Clave: educación a distancia; Enfermería; Educación Superior
RESUMO
Este estudo foi realizado por meio de uma pesquisa bibliográfica-documental, a qual teve por objetivo verificar, como se apresenta as perspectivas do Ensino de Enfermagem na modalidade EAD na Região Sul do Brasil, bem como verificar quantos municípios e o número de instituições que oferecem o curso de enfermagem nesta modalidade de ensino. Constatou-se que uma Instituição de Ensino Superior em 18 municípios do Rio Grande do Sul, disponibiliza o ensino de enfermagem na modalidade EAD. Mediante o exposto, entende-se que o ensino on-line é uma nova perspectiva para a área da saúde, sendo assim, torna-se essencial que o profissional enfermeiro, independente do modelo de ensino em que seja formado, conclua a graduação, estando apto para desenvolver suas competências profissionais, não esquecendo do nível de responsabilidade que esta em suas mãos, pois o seu objeto de trabalho, que é o ser humano, não é passível de erros.
Palavras-Chave: Educação á Distância; Enfermagem; Ensino Superior.

1 INTRODUÇÃO

O mercado de trabalho tem se revelado cada vez mais exigente quanto á formação de seus contribuintes. Nota-se que quanto menos qualificação o profissional possui, conseqüentemente, seu salário se torna menor. Em busca de melhor qualidade de vida e conforto, percebe-se que a população em geral tem buscado meios de melhor preparar-se para ingressar no mercado de trabalho, e quem já esta neste meio, almeja uma oportunidade de poder crescer profissionalmente.

Neste contexto, a educação á distância, revela-se como uma das alternativas que vem sendo escolhida, principalmente pela população trabalhadora, a qual necessita de um horário acessível e que se molde á sua jornada de trabalho. Segundo Belloni (2005), a Educação a Distância surge como uma modalidade de oferta de educação, a qual atende às demandas do mercado, correspondendo à lógica capitalista atual, e também como um novo modo de acesso à educação, mais adequado às aspirações e características das diferentes clientelas.

É importante ressaltar que a Educação á Distância (EAD), surgiu no Brasil em 1904, iniciando suas atividades primeiramente com o oferecimento de cursos por correspondência, evoluindo para o rádio em 1923 e posteriormente para a televisão em 1961. Neste período, o foco principal desta modalidade de ensino era o oferecimento de cursos de alfabetização e profissionalizantes (RODRIGUES e PERES, 2008). A educação a distância vem evoluindo ao longo do tempo, atualmente abrange diferentes áreas do saber, e oferece cursos em diferentes graus de titulações, desde a educação básica, aos cursos técnicos, graduações e as pós-graduações (BRASIL, 2005).

Decorrente ao crescimento da demanda de pessoas em busca dessa modalidade de ensino percebe-se que nos últimos anos a expansão dos cursos EAD vem sendo de forma acelerada, concomitante vem o aumento da procura das instituições, por ampliar o leque do número de diferentes cursos das mais diversas áreas do saber.

Neste ínterim, destacam-se os cursos da área da saúde e dentre eles a Graduação em Enfermagem, o qual, como outras áreas de conhecimento, esta sendo solicitado, a fim de sua inserção nesta modalidade de ensino, o que facilitaria o acesso para muitas pessoas.

Segundo Rodrigues e Peres (2008) a utilização da informatização nas instituições de saúde, vem aumentando consideravelmente, fazendo necessário que o profissional enfermeiro esteja capacitado e possua conhecimentos para o manuseio das novas tecnologias como instrumento no seu campo de atuação, seja para comunicação, educação, gestão, pesquisa e assistência.

Neste ínterim, a EAD pode representar uma modalidade de ensino adequada para a qualificação profissional do enfermeiro, o qual necessita manter-se atualizado, mas que, por questões sociais, econômicas ou mesmo geográficas, não possui condições de freqüentar um curso regular.

Neste contexto, para realização deste estudo questionou-se : – Como se apresenta a perspectiva do ensino do curso de Enfermagem na modalidade EAD no Rio Grane do Sul?. Afim de responder esta questão,  este estudo teve por objetivo verificar, por meio de uma revisão dos estudos existentes na área, como se apresenta as perspectivas do Ensino da Enfermagem na modalidade EAD na Região Sul do Brasil, bem como verificar quantos municípios e o número de instituições que oferecem o curso de enfermagem nesta modalidade de ensino.

A busca para concretização deste objetivo foi por meio de uma pesquisa bibliográfica-documental, a qual segundo Lakatos (1992, p.44), “permite compreender que, se de um lado a resolução de um problema pode ser através dela, por outro, tanto a pesquisa de laboratório quanto à de campo (documentação direta) exigem, como premissa, o levantamento do estudo da questão que se propõe a analisar e solucionar”. A pesquisa bibliográfica pode, portanto, ser considerada também como o primeiro passo de toda pesquisa científica.

Este estudo foi desenvolvido a partir de consultas a sites governamentais, não-governamentais, bem como sites acadêmicos para obtenção de informações sobre o ensino na modalidade EAD e mais especificamente em Enfermagem. Dentre os critérios de inclusão encontram-se os artigos completos disponíveis on-line e que contemplem o tema abordado.

 

2 O ENSINO Á DISTÂNCIA

 

Nota-se que as tecnologias estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas, principalmente no que se refere á utilização da internet.  E esta interação direta do ser humano com as tecnologias, pode ser considerada um dos fatores desencadeantes de muitas das transformações que vem surgindo na educação.

Dentre essas mudanças, destaca-se o ensino á distância, o qual é fruto da associação e utilização das Tecnologia da Informação e Comunicação para o ensino, o qual consiste basicamente da conexão entre computadores geograficamente distantes e, por vezes, funcionando em plataformas de software e hardware diferentes, em protocolos de comunicação padronizados (softwares de comunicação), onde ocorre a troca de informações em variados formatos, como por exemplo, texto, áudio e vídeo (SILVA E ANDRIOLA, 2012).

Neste contexto, a Educação a Distância pode ser definida como uma “modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos” (BRASIL, art.1°, 2005).         Já para Gomes (2013), “a educação á distancia pode ser entendida como parte de um processo de inovação educacional mais amplo, que é a integração das novas tecnologias de informação e comunicação nos processos educacionais”.

Neste interím, torna-se importante esclarecer que a Tecnologia da informação e da comunicação (TICs),  essencial para realização do ensino á distância, “trata-se da utilização das tecnologias da informática como veículo para transmissão, disseminação, transformação e criação de conteúdos que podem estar ou não associados a uma metodologia de ensino (RODRIGUES e PERES, 2008).

Pode-se observar nos estudos teóricos e análises de experiências de EaD, que a maioria dos países têm demonstrado, o delineamento de duas macrotendências: por um lado, os dois ‘paradigmas’ de ensino: presencial e a distância, em decorrência de transformações sociais, sobretudo no mercado de trabalho; e, por outro, a inserção das Tecnologias de Informação e   Comunicação (TIC) à vida cotidiana das pessoas, nos processos culturais e comunicacionais, o que gera novas necessidades e demandas educacionais, exigindo novos modos de organizar e ofertar o ensino (BELLONI,2005).

Neste contexto, destaca-se que nos cursos da modalidade EAD, uma das principais características é a sua total integração com o uso das TICs. Sem dúvida, o nível atual de desenvolvimento das Tecnologias da informação e da comunicação, nos permite afirmar que os limites físicos e geográficos de uma sala de aula não serão mais definidos pelas paredes destas ou dos laboratórios de ensino, porém faz-se necessário ressaltar que essas tecnologias não virão a substituir o contato do aluno com o professor ou com os livros, mas se constituirão, como importantes ferramentas no ensino. Certamente estas novas tecnologias possibilitarão o acesso ao ensino a um número cada vez maior da população (CUNHA, 2006).

A Educação a Distância, pode ser compreendida como um tipo distinto de oferta educacional, a qual exige uma série de inovações pedagógicas, didáticas e organizacionais. Na sua constituição, os principais elementos que a diferenciam da modalidade presencial são a diferença espacial entre professor e aluno, a comunicação diferida (separação no tempo) e a mediação tecnológica, característica fundamental dos materiais pedagógicos e da interação entre o aluno e a instituição (BELLONI, 2005).

É importante ressaltar que a EAD, esta longe de ser uma ameaça á educação presencial, ela pode ser considerada como mais uma forma de se educar, uma inovação da tradicional relação ensino e aprendizagem (VERGARA, 2007).

Ainda para Belloni (2005, p.192):

A educação a distância tem, pois, de ser compreendida a partir de uma perspectiva mais ampla: a da integração das TIC nos processos educacionais, como meio de democratizar o acesso a uma verdadeira formação emancipatória. Considerada a partir desta perspectiva mais ampla, a EaD é apenas uma das modalidades possíveis de oferta de ensino e de formação profissional, e o fundamento da educação deve ser a pesquisa, com o objetivo de aprender a aprender. Os diferentes meios técnicos que o avanço tecnológico põe a serviço da sociedade são ferramentas a serem usadas de modo crítico, competente e criativo. Este uso educativo das TIC deve considerar duas dimensões, que são inseparáveis como duas faces da mesma moeda. O uso de um material como ferramenta pedagógica implica, para ser realmente eficaz e criativo, a análise dos aspectos formais deste material, ou seja, uma leitura crítica, que o coloque como objeto de estudo e de reflexão no processo de aprendizagem. Como ferramenta, o meio técnico é um instrumento didático e pedagógico, a serviço do professor e do aluno naquele processo. Como objeto de estudo, ele é uma oportunidade de formação do usuário crítico, competente e criativo, tanto para o estudante quanto para o professor.

 

Outro fato a se discutir é que, se no ensino presencial tradicional, a sala de aula pode ser considerada o local onde se dá a interação direta entre professor/aluno, na EAD, esta interação também existe, porém de forma indireta entre os citados protagonistas. Isto se justifica, em virtude da separação espacial (distância geográfica) e temporal (comunicação eventualmente assíncrona) entre ambos (professor e aluno). Assim, a tecnologia assume papel fundamental na EaD, e seus efeitos sobre o processo formativo merecem ser considerados (SILVA E ANDRIOLA, 2012).

Assim, para que seja possível desenvolver a educação à distância com suporte em ambientes virtuais e interativos de aprendizagem, torna-se essencial a preparação e capacitação de profissionais, os quais possam implementar e utilizar plataformas de ensino condizentes com as necessidades educacionais que a modalidade EAD exige, isto implica estruturar equipes transdisciplinares com competência na criação, gerenciamento e uso desses ambientes (MARTINS, RIBEIRO E PRADO, 2011).

Concomitante, torna-se importante ressaltar que a educação á distância, exige um perfil de aluno com autonomia responsável, pois cabe á ele compatibilizar seu curso com suas possibilidades de tempo, além de desenvolver independência, comportamento proativo e autodisciplina na busca de seu desenvolvimento. A vantagem é que o aluno conta com a facilidade de poder realizar seus estudos no ritmo desejado e em qualquer local disponível, sendo o aluno o principal protagonista de sua trajetória acadêmica (VERGARA, 2007).

Dessa forma, uma proposta adequada de EAD deveria ser a integração, de um conjunto coerente e consistente de materiais e estratégias, conteúdos e metodologias de ensino, que levassem em consideração as variáveis, que são: a autonomia do aluno adulto, capaz de criar seu próprio processo de aprendizagem; novas funções e características do professor, onde torna-se um facilitador do ensino, muito além da função docente  rotineiramente individual, em necessariamente coletiva; mediatização intensiva do processo de ensino e aprendizagem, com o emprego cada vez maior dos meios de informação e comunicação digitalizados e teletransmissores; e flexibilidade institucional e pedagógica, o que requer muita inventividade e instituições competentes e não-corporativas (BELLONI, 2005).

Neste contexto, a EAD, pode ser considerada como uma modalidade de ensino, que facilita a auto-aprendizagem, contando com o suporte de recursos didáticos organizados, os quais são apresentados por diferentes meios de informação e comunicação. Dessa forma, a EAD é capaz propiciar a criação de novas modalidades de cursos, podendo incorporar novos conteúdos, práticas pedagógicas e procedimentos de avaliação (OLIVEIRA, 2007).

Segundo Vergara (2007), a EAD pode adquirir diferentes formas de apresentação, uma delas pode ser para crescimento do aluno, afim da aquisição de novas competências profissionais, outra é de um caráter mais educacional, o que inclui o desenvolvimento integral do educando. Nesses casos, pode materializar-se em cursos de graduação e de pós-graduação. Ainda há a possibilidade da EAD ter um foco mais instrumental, neste pode concretizar-se em cursos de curta duração. Em todas estas formas, pode estar restrita à população de uma determinada escola ou organização que com ela estabeleça parceria ou, pode ser livre á toda população, ou seja, disponível á todos que se interessem por um determinado curso ofertado, assim, a EAD apresenta inúmeras possibilidades.

No que se refere ao gerenciamento do conteúdo aprendido, a utilização de questionários interativos ao longo dos módulos, permite de uma certa forma, avaliar e conhecer como se encontra a compreensão dos assuntos abordados, por parte do aluno.  E a partir disto, gradativamente, liberar acesso aos novos conteúdos. Uma das características da EAD, é que a mesma viabiliza a disseminação efetiva do conhecimento, para áreas geograficamente distantes e remotas, de forma economicamente eficiente e gerenciável. Sendo assim, trata-se de uma ferramenta de impacto social, a qual pode ser utilizada na capacitação de profissionais (NEVES JUNIOR et al.,2011).

Neste ínterim, a EAD surge como uma modalidade educativa que pode alcançar os setores sociais que ainda não contam com a oferta do ensino presencial, como por exemplo, os residentes em áreas geográficas distantes, onde não há grandes estruturas para as escolas convencionais.  Assim,  a EAD, surge como uma possibilidade para os trabalhadores adultos que, cumprindo suas jornadas de trabalho, não podem frequentar o ensino presencial, o que muitas vezes, exige o deslocamento para outra cidade;  também é uma forma de acesso as donas de casa que não podem cumprir os horários letivos; e além destes, para as pessoas com idade mais avançada, que por vezes, se sentem constrangidas em frequentar o ensino presencial, mas que almejam continuar seu processo educativo (ROTTA, 2014).

Dentre as vantagens do ensino á distância, destacam-se a menor frequência dos encontros diferente de um curso regular presencial, o qual exige a presença o estudante todos os dias na instituição de ensino, bem como o valor da mensalidade mais acessível, o que permite que pessoas das mais diferentes classes sociais tenham acesso á formação superior (ROTTA, 2014).

Assim, a Educação à Distância (EAD) pode ser considerada uma modalidade a qual utiliza processos que vão além da idéia de superar à distância física. É uma ferramenta de inestimável importância para atender a grandes contingentes de alunos de forma mais efetiva (RIBEIRO e LOPES, 2006).

1.1         E Surgimento da Enfermagem no Brasil e Região Sul

A caminhada histórica na formação em Enfermagem no Brasil, iniciou-se no ano de 1890, por meio da criação da Escola Profissional de Enfermeiros e Enfermeiras pelo Marechal Deodoro da Fonseca, no Hospital Nacional de Alienados do Rio de Janeiro. A qual foi originada, devido ao Decreto Federal nº 791, de 27 de setembro de 1890. O surgimento da escola, foi decorrente da crise de pessoal qualificado no atendimento aos enfermos desse hospital, dado o abandono desse serviço pelas irmãs de caridade (KLETEMBERG et al., 2010).

No entanto, considera-se que a Enfermagem Moderna, fundamentada nos princípios nithingaleanos, foi inserida no Brasil em 1923, por meio da organização do serviço de enfermeiras do Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP), dirigido por Carlos Chagas. O ensino sistematizado tinha como objetivo formar profissionais de enfermagem que garantissem o saneamento urbano necessário para a continuidade do comércio internacional, o qual se encontrava ameaçado pelas epidemias ( SEVERO E SIQUEIRA , 2013).

Ainda para Severo e Siqueira (2013, p. 279):

Esse ensino estava sob a responsabilidade das enfermeiras da Fundação Rockfeller, convidadas para o Brasil com a finalidade de organizar o serviço de enfermagem de saúde pública e dirigir uma Escola de Enfermagem (EEnf). Essa escola foi nomeada EEnf do DNSP, criada em 1922, e iniciou suas atividades no ano seguinte. Após três (03) anos foi renomeada para Escola de Enfermagem Anna Nery, e a seguir, em 1931, ano da regulamentação do exercício e ensino da enfermagem no país, para EEnf da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Somente em 1937, essa escola, pioneira de enfermagem brasileira, foi incorporada à Universidade do Brasil, e no ano de 1946 foi reconhecida como estabelecimento de ensino superior.

 

Neste contexto, a construção do saber em enfermagem no Brasil, segundo Severo e Siqueira (2013), se desenvolveu em cinco fases. A primeira pode ser chamada de enfermagem pré-profissional, onde era permeada pelo “modelo religioso”. Esse período inicia com o Brasil colônia e se estende até o final do século XIX. Os cuidados aos doentes, geralmente, eram realizados pelos escravos e pelos padres Jesuítas, dentre eles José de Anchieta e Frei Fabiano de Cristo. Nesta fase, o saber era traduzido pelos procedimentos caseiros, os quais tinham por base cuidados com uso de chás e ervas. A segunda fase, já conhecida de enfermagem moderna, caracterizava-se pelo modelo “vocacional e disciplinar” de Florence Nightingale, marcada com as ações implementadas por Florence, a fim de reduzir as contaminações e infecções hospitalares. Outro marco importante foi a criação da Escola de Enfermagem Anna Nery, no ano de 1922, a qual por muito tempo, serviu de modelo para as demais escolas criadas posteriormente a ela. Já a terceira fase, que se estende até meados de 1940, consagrou-se pela passagem do capitalismo liberal para monopolista e pelo desenvolvimento industrial, assinalada pela enfermagem meramente funcional e assistencial. A penúltima fase desenvolveu-se entre as décadas de 1940 e 1960, onde emerge o interesse na organização de princípios científicos e no trabalho em equipe. E a quinta fase ocorreu no início da década de 1960, com a criação das teorias de enfermagem, as quais fundamentam muitas das ações de Enfermagem na atualidade.

Neste contexto, ressalta que neste período de 1930/1940, também inicia-se a transição da Enfermagem pré-profissional para a profissional, no RS. Onde em 4 de dezembro de 1950, foi criada a primeira Escola de Enfermagem, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a qual esteve vinculada à Faculdade de Medicina, até meados de 1968. Nessa época, até que a primeira turma de Graduação em Enfermagem se constituísse, haviam as visitadoras sanitárias, que atuavam na Saúde Pública e tinham como objetivo, realizar visitas domiciliares, orientando as famílias sobre as vacinas, princípios de higiene, bem como sobre medidas preventivas das doenças transmissíveis, encaminhamento para o pré-natal ás gestantes, dentre outros. Foi neste período que a enfermagem se profissionaliza no Rio grande do Sul (CORBELLINI ET AL, 2010).

No decorrer, torna-se necessário salientar, que: as décadas de 1980 e 1990 caracterizaram-se por impulso na metodologia da assistência de enfermagem, com a elaboração da taxonomia da North American Nurses Diagnosis Association (NANDA) e a Classificação Internacional da Prática de Enfermagem (CIPE), dentre outras. Ressalta-se também, os esforços da ABEn Nacional para o desenvolvimento e a validação da Classificação Internacional da Prática de Enfermagem em saúde Coletiva (CIPESC) por tratar-se de uma taxonomia com contribuição brasileira e, portanto, adequada à realidade do país. (KLETEMBERG, 2010, p. 31)

Assim o ensino da enfermagem vem evoluindo no passar dos anos, procurando cada vez mais formar profissionais com um ensino de qualidade, comprometidos com a arte de cuidar, a fim de desenvolver sua competência com eficiência e de forma humanizada, não esquecendo da individualidade que permeia cada individuo.

Cabe ressaltar que o serviço de enfermagem na atualidade, se organiza sob a divisão parcelar do trabalho e desenvolve-se com relativa autonomia em relação aos demais profissionais. O profissional enfermeiro atua diretamente na gerência de enfermagem, além de organizar o processo de trabalho da equipe e busca concretizar com eficiência as ações realizadas junto aos clientes. (KLETEMBERG et al., 2010)

 

3 INSERÇÃO DA EAD NA ÁREA DA SAÚDE

No que se refere á modalidade EAD, pode-se dizer que se tem observado um progresso significativo da Enfermagem, principalmente no que se refere à disponibilidade de materiais em ambiente virtuais de aprendizagem (textos, vídeos, links) em cursos de capacitação e disciplinas de graduação, o que tem permitido a interatividade, a disseminação de informações, a atualização de conteúdos na educação continuada e o crescimento dos profissionais de saúde. Assim, a utilização de novas tecnologias propicia também a inclusão digital aos alunos de Enfermagem, colaborando na minimização de desigualdades sociais e de informação. ( ROJO et all, 2011)

Para os estudantes de Graduação, a inserção dessas tecnologias no ensino tem apresentado resultados positivos e promissores, demonstrando boa aceitação, ocasionando melhora no processo ensino-aprendizagem. (MARTINS, RIBEIRO E PRADO, 2011)

Grande parte destas tecnologias utilizadas busca instrumentalizar os estudantes e capacitá-los a desenvolver atividades práticas, como por exemplo, o exame físico dos pacientes , preparo e administração de medicamentos, processo fisiológico do parto, entre outros. Atualmente o principal meio de utilização da EAD na Graduação em Enfermagem é o uso de ambientes virtuais, que favorecem o processo de aprendizagem, porém a inserção da Enfermagem na EAD ainda é restrito, sendo necessário capacitação docente e investimento em infraestrutura. (MARTINS, RIBEIRO E PRADO, 2011)

Outra forma de aplicação de tecnologias é a Webcasting, a qual pode ser conceituada pela utilização de tecnologia instrucional, a fim de tornar disponível apresentações de áudio e vídeo. Outra tecnologia muito utilizada é a distribuição de filmes de vídeo em larga escala (vídeo streaming), que disponibiliza ao aluno iniciante, conteúdos demonstrativos sobre técnicas específicas de enfermagem, objetivando reforçar o aprendizado teórico-prático. Outra forma mais recente é a simulação, a qual necessita de maior investimento tecnológico. Nesta ocorre o desenvolvimento de ambientes baseados em realidade virtual, que permite ao estudante a simulação de técnicas específicas de enfermagem com total segurança, visto que os ambientes para o ensino clínico-prático estão tornando-se mais escassos com o passar dos anos (SANTOS E MARQUES, 2006).

Na busca por avançar na modalidade EAD, pode-se observar as instituições de ensino superior, tanto no âmbito público quanto privado, procurando de varias maneiras a capacitação de profissionais de enfermagem, afim de inseri-los no campo digital, visando, por meio da utilização das tecnologias, melhor resolução das ações interativas e articuladas, seja na assistência de enfermagem através dos registros em prontuários eletrônicos, bem como, no desenvolvimento de disciplinas on-line nas estruturas curriculares e nos cursos de extensão (CAMACHO, 2009).

Esse aumento na utilização de recursos tecnológicos no ensino da Enfermagem , é justificado pelas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Enfermagem, a qual refere que o domínio e uso adequado das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) é considerado como sendo uma das competências do profissional enfermeiro (BRASIL,2001).

O que não pode ser esquecido, neste processo de inovação do ensino, é justamente a qualidade em que o mesmo é ofertado, pois se percebe que as habilidades e competências exigidas dos profissionais enfermeiros  hoje, são cada vez maiores. Observa-se que os mesmos possuem uma grande responsabilidade no cuidar das pessoas e devem estar aptos, dentre outros requisitos, a desenvolver raciocínio clinico, elaborar a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), inerente á ela o diagnóstico de enfermagem e o planejamento de cuidados á pacientes assistidos em diversos ambientes, desde o hospital até o domicílio. Assim, percebe-se que o enfermeiro deve ter um amplo preparo, a fim de saber lidar com situações técnicas de saúde e de relacionamento  humano, além de estar capacitado a promover ações de promoção, prevenção e reabilitação da saúde em nível individual e coletivo.

Neste sentido, percebe-se que antes da implementação de um curso na modalidade EAD, torna-se essencial que as Instituições de Ensino Superior estabeleçam medidas, a fim de, investir na capacitação tecnológica docente e discente, bem como na implementação de infraestrutura, para a elaboração de projetos de EAD constituídos com propostas pedagógicas, que proporcionem o desenvolvimento de competências, habilidades e conhecimento nas áreas de tecnologia da informação e de educação, criando novas estratégias de ensino (MARTINS, RIBEIRO E PRADO, 2011).

Isso significa, de modo essencial, substituir uma proposta da educação tradicional por uma nova proposta, na qual os docentes ensinam e os alunos aprendem mediante situações não-convencionais, ou seja, em espaços e tempos que não compartilham. Para tanto, utiliza-se de uma multiplicidade de recursos pedagógicos com o objetivo de facilitar a construção do conhecimento (CAMACHO, 2009).

Neste contexto, torna-se essencial destacar que o que difere do ensino da enfermagem presencial para o EAD, é justamente a questão de aluno e professor ocuparem espaços diferentes no momento em que o ensino é apresentado. Porém este aluno não fica sem suporte educacional para esclarecer suas dúvidas, o mesmo conta com a ajuda de um tutor, que em todas as aulas ministradas em vídeo, o mesmo está presente, justamente para facilitar esse aprendizado.

Corroborando, Silva e Andriola (2012) dizem que ao tutor, cabe a orientação e o acompanhamento do desempenho dos alunos no decorrer do curso, bem como o esclarecimento de dúvidas referente ao conteúdo ministrado, atuando sempre como facilitador do processo pedagógico. Além disso, o tutor é responsável por colaborar em solucionar os problemas acadêmicos, os quais estejam prejudicando, de alguma forma, a aprendizagem do aluno.

Em concordância, Vergara (2007), diz que o papel do tutor é de extrema relevância no processo de aprendizagem, onde a presteza nas respostas ao aluno é fundamental, já que não existe o contato presencial com o professor que esta apresentando o conteúdo. Assim, o tutor acompanha e monitora atividades sincrônicas, como os chats, Web TVs e gincanas, e as assincrônicas, como os fóruns de discussão. Além disso, os tutores devem instigar a construção do conhecimento coletivo, tendo a capacidade de provocar nos alunos a vontade consciente de refletir e compartilhar sobre o aprendido.

Outro ponto interessante, é que a carga horária de aulas práticas do curso de enfermagem EAD, são obrigatoriamente, o mesmo número de horas das aulas práticas do curso presencial de enfermagem. Nota-se que a inquietação e resistência de alguns profissionais da saúde, para esta modalidade de ensino, muitas vezes pode ser em decorrência de não ter o pleno conhecimento das  exigências preconizadas pelo Ministério da Educação para a ministração do mesmo. Corroborando, torna-se importante mencionar o que preconiza o Decreto nº 5.622, DE 19 de dezembro de 2005, art.1º, inciso 1º que diz:

A educação a distância organiza-se segundo metodologia, gestão e avaliação peculiares, para as quais deverá estar prevista a obrigatoriedade de momentos presenciais para:

I - avaliações de estudantes;

II - estágios obrigatórios, quando previstos na legislação pertinente;

III - defesa de trabalhos de conclusão de curso, quando previstos na legislação pertinente; e

IV - atividades relacionadas a laboratórios de ensino, quando for o caso.

 

Neste contexto, observa-se que assim como a forma de ensino do curso de enfermagem presencial tem apresentado mudanças no decorrer dos anos, novas perspectivas de ensino vem surgindo, e dentre elas o ensino EAD. Um exemplo prático de mudanças, é que muitas instituições em suas aulas de anatomia não fazem mais o uso de cadáveres para o ensino, a grande parte aderiram a utilização de bonecos e softwares  qualificadamente desenvolvidos, afim de facilitar o aprendizado dos estudantes.

Neste ínterim, no que se refere, a Região Sul, realizou-se uma pesquisa, no site do Ministério da Educação -Sistema e-MEC, referente á existência do curso de enfermagem na modalidade EAD. Nesta verificou-se que somente uma instituição oferece este curso na modalidade EAD.

Mediante o exposto, destaca-se que mesmo com as adversidades e desafios do ensino on-line, observa-se que é uma nova perspectiva para a área da saúde, a qual tem apresentado avanços significativos, principalmente na Região Sul do Brasil.

4.CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pode-se dizer que a sociedade moderna é permeada por diversas atividades diretamente ligadas a utilização das tecnologias. O cotidiano dos profissionais das mais diferentes áreas do conhecimento, esta cada vez mais ligado ao manuseio das Tecnologias de Informação e de Comunicação (TICs), e isto não muda na educação.

Percebe-se que a inserção das TICs no ensino, vem sendo de forma acelerada, incluindo os cursos presenciais, os quais buscam na utilização das tecnologias, uma forma de melhorar e facilitar o processo de ensino e aprendizagem. Enquanto no ensino de modalidade presencial as tecnologias são vistas como ferramentas facilitadoras, na modalidade EAD, são a base para que o processo de ensino e aprendizagem se desenvolva.

Nota-se que a Educação á Distância vem se expandindo no decorrer dos anos e concomitante o leque de cursos oferecidos, dentre eles os cursos na área da saúde, abrangendo mais especificamente o curso Superior de Enfermagem .

A oferta curso de Enfermagem na modalidade EAD, pode ser uma forma de acesso á educação Superior, principalmente para as pessoas que já atuam na área da saúde, como por exemplo, os técnicos de enfermagem, os quais possuem uma carga horária de serviço, que muitas vezes é incompatível com o ensino na modalidade presencial.

Pode-se perceber que a perspectiva de oferta de cursos nesta modalidade de ensino na saúde, mais especificamente na região Sul, apresenta-se em processo de avanço, sendo que apenas uma instituição oferece o curso Bacharel em Enfermagem na modalidade EAD nesta região. Porém de um modo geral, a perspectiva de oferta do curso de Enfermagem nesta modalidade de ensino considera-se boa, sendo que no total 18 municípios do Rio Grande do Sul, disponibiliza o ensino da enfermagem na modalidade EAD.

Percebe-se que a enfermagem é uma profissão que, ao longo do tempo, vem escrevendo uma história permeada por conceitos e paradigmas, influenciando o ser e o fazer do profissional enfermeiro.

Enfim, considerando que a Enfermagem é denominada como Ciência e Arte do Cuidar, torna-se essencial que o profissional enfermeiro, independente do modelo de ensino em que seja formado, conclua a graduação, apto a desenvolver suas competências profissionais, não esquecendo do nível de responsabilidade que esta em suas mãos, pois o seu objeto de trabalho, que é o ser humano, não é passível de erros.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Maria Margarida. Introdução à Metodologia do Trabalho Científico. 9° ed. São Paulo: Atlas, 2009.

 

BELLONI, Maria Luiza. Educação a distância e inovação tecnológica.Trab. educ. saúde, Rio de Janeiro, v.3, n. 1, Mar. 2005. Available from

<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-77462005000100010&lng=en&nrm=iso>. access on 07 Nov. 2013.

 

BRASIL. Decreto 5.622, de 19 de dezembro de 2005- Regulamenta o art. 80 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/decreto/D5622.htm. Acesso em: 01 jun 2014.

 

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Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:
Alonso Nachtigall Schmitt, Ana y Hoffmann Moreira, Cristiane: "Perspectivas sobre o ensino da enfermagem na modalidade EAD no Rio Grande do Sul" en Atlante. Cuadernos de Educación y Desarrollo, febrero 2015, en http://atlante.eumed.net/ensino-enfermagem/

Atlante. Cuadernos de Educación y Desarrollo es una revista académica, editada y mantenida por el Grupo eumednet de la Universidad de Málaga.