EDUCACIÓN PARA EL TURISMO: LOS MAESTROS DE EDUCACIÓN PRIMÁRIA DEL SISTEMAS DE ESCUELAS PÚBLICAS DE PARNAÍBA – PI

Resumen
Este trabajo tuvo como objectivo general investigar la aplicabilidad sobre Turismo y Hospitalidad en el contexto educativo de la educación primaria en las escuelas públicas del município de Parnaíba-PI. Fue realizada una investigación exploratoria en nueve escuelas del sistema de escuelas públicas del estado, con los maestros en las áreas de artes, ciencias, geografía, historia y portugués. Basada en las respuestas obtenidas a través de los cuestionarios investigativos, se realizó un análisis descriptivo. Se observó que es necesario construir con los maestros que actuan en estas áreas, una práctica de la enseñanza basada en los conocimientos históricos y culturales que la ciudad presenta para promover el conocimiento previo de los estudiantes de su cultura y su patrimonio, por lo tanto, constituir una formación centrada en la ciudadanía construida en una excelencia en la hospitalidad y en consecuencia convertirse orgullosos de su identidad local.
Palabras clave: Educación; Turismo; Hospitalidad; Educación Primária.

EDUCATION FOR TOURISM: THE ELEMENTARY SCHOOL TEACHERS FROM PUBLIC PARNAÍBA-PI
Abstract
This work had as main goal to investigate the applicability of “tourism and hospitality” in the educational context of public elementary school in the city of Parnaiba-PI, an explanatory survey was conducted in nine state public schools, with teachers of arts, science, geography, history and Portuguese. A descriptive analysis was performed based on the responses obtained through investigative questionnaires. It was observed the necessity of implementing, with the help of teachers who work in these areas, a teaching practice based on the city cultural and historical knowledge to build the students’ prior knowledge of their cultural heritage in order to create hospitable citizens who are also proud of their local identity.
Keywords: Education; Tourism; Hospitality; Elementary school.

INTRODUÇÃO

É perceptível que o turismo na sua essência valoriza a diversidade natural e cultural de uma localidade. Os bens culturais materiais e imateriais nela existentes caracterizam-se como significativos elementos de atração turística. Entretanto, sabe-se que o turismo também é composto de pessoas que são importantes para que essa atividade reafirme-se de forma a melhorar cada vez mais a economia de um destino, através de ações que o transformem, seja através da valorização de sua história, conservação de seus patrimônios, como também, de uma hospitalidade em que as informações passadas aos turistas sejam agregadas, de maneira a contribuir para a sua satisfação e seu possível retorno.

Neste sentido, vale aqui mencionar a cidade de Parnaíba por dispor de um grande legado em história, que precisa ser valorizado por seus moradores e, consequentemente por seus visitantes. Acrescenta-se a isto, seus aspectos naturais, culturais materiais e imateriais, além de sua infraestrutura básica, requisitos fundamentais para impulsionar o seu desenvolvimento.

Dentro desta perspectiva, é notável a consolidação do turismo na cidade a cada ano que passa, pois novos empreendimentos (hoteleiros, gastronômicos, recreativos, agências receptivas, etc.) voltados para esse campo vão surgindo. Neste sentido, é primordial que o turismo seja um tema inserido e abordado desde cedo nas escolas de forma a direcionar o educando a construção não apenas de uma formação ética, mas também hospitaleira.

Desse modo, é interessante que dentro do universo educacional as crianças e os adolescentes recebam uma educação orientada para uma boa formação de valores que os constituirá em cidadãos hospitaleiros e responsáveis. Para isso, é imprescindível construir a prática do bem receber, pois quando um turista escolhe um destino para visitar é posto em consideração um conjunto de fatores relacionados aos principais motivos pelos quais deseja conhecer a localidade, tais como: atrativos turísticos, infraestrutura básica (tipos de alojamentos, diversidade de locais para alimentação, recreação, locais para efetuação de compras, tipos de transportes disponíveis, etc.) e a hospitalidade de seus futuros anfitriões.

A hospitalidade, portanto, é uma forma de relação humana que se baseia em ações recíprocas entre anfitriões e turistas. Sempre que as pessoas se relacionam para a realização de atividades práticas ligadas a receber alguém, esta interação dependerá dos valores daqueles que estão interagindo, ou seja, dependerá dos princípios educacionais que orientaram a conduta dos principais envolvidos nesta relação: os receptores.

Trabalhar a educação de uma localidade a qual se intitula como cidade turística é possibilitar seu desenvolvimento para uma boa qualidade hospitaleira que permita ao turista o acesso às informações sobre a localização, a história da cidade, e aos demais aspectos que envolvem o fazer turístico. Dessa maneira, surgiu o seguinte questionamento: Como é trabalhado o turismo e a hospitalidade no ensino fundamental (série – finais) da rede pública estadual do município de Parnaíba- PI?

Diante do exposto, o presente trabalho, justifica-se por acreditar que a formação de cidadãos hospitaleiros permite-os passar informações sobre o que envolve o turismo, o material utilizado para confeccionar o artesanato, as principais festas folclóricas e religiosas, a gastronomia, o patrimônio cultural e natural existente e a localização de lugares importantes, como: hotéis, pousadas, restaurantes, órgãos públicos, supermercados entres outros.

Além disso, existe a necessidade de se trabalhar no ensino fundamental um aspecto muito importante para o bom desenvolvimento do turismo em Parnaíba: a implantação do “espírito da hospitalidade”, a ser inserida na educação de crianças e adolescentes, a fim de desenvolver o comprometimento desses sujeitos para uma adequada receptividade ao turista e para o seu desenvolvimento socioeconômico.

Neste contexto, nos procedimentos metodológicos, abordou-se o resultado da pesquisa de campo realizado em nove escolas da rede pública estadual de ensino básico (ensino fundamental – séries finais) da zona urbana do município com professores das disciplinas de história, geografia, ciências, artes e português e, na análise, os dados através de textos descritivos em que se apresentam as concepções dos professores acerca do turismo e da hospitalidade, cujo objetivo básico foi a investigação da prática docente sobre a inserção do estudo do turismo na educação básica, como possibilidade de construção de cidadãos sensibilizados sobre o valor sociocultural e socioeconômico que a atividade turística representa para o incremento da cidade de Parnaíba.

PARNAÍBA: PERFIL TURISTICO

O turismo em Parnaíba já vem constituindo uma parcela de contribuição considerável na economia do município. Isto ocorre por apresentar atrativos naturais que motivam a presença de turistas nacionais e internacionais, visto que faz parte da Rota das Emoções, um roteiro que liga três estados da região Nordeste (Ceará, Maranhão e o Piauí), o qual durante o 4º Salão de Turismo em 2009, maior evento turístico da America Latina, foi eleito o melhor roteiro turístico integrado do Brasil.

Os atrativos que compõem a Rota das Emoções variam de esportes radicais ao ecoturismo, praticados por turistas que visitam os municípios.       A Rota das Emoções envolve paraísos naturais como o Parque Nacional de Jericoacoara (CE), os Lençóis Maranhenses (MA) e a Área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba (PI). Além disso, Parnaíba ainda dispõe de outros atrativos naturais, como a praia da Pedra do Sal e a Lagoa do Portinho.

A praia da Pedra do Sal localiza-se a 18 km do centro comercial de Parnaíba, a qual apresenta uma paisagem diferenciada. Oferece um lado calmo com ondas baixas para os banhistas, principalmente para o público infantil e o público idoso. Já o outro lado da praia é constituído de ondas próprias para os praticantes de esportes como o surf, além de uma paisagem cercada por pedras e um farol que dão a impressão de estarem sempre indo ao encontro com as ondas.

Em adição às belezas naturais, também menciona-se a Lagoa do Portinho, localizada aproximadamente a 12 km da cidade. Possuidora de uma paisagem marcante, devido às dunas que a cercam, é uma lagoa que oferece inúmeras possibilidades de entretenimento para o lazer, entre esportes e a apreciação da paisagem propícia para leitura de livros, devido ao clima e a paisagem no final da tarde.

Seu conjunto histórico e paisagístico é outra importante característica a se mencionar sobre Parnaíba, visto que sua história e origem encontram-se diretamente ligados ao Porto das Barcas, localizado às margens do Rio Igaraçu que passa ao lado da cidade e é um braço do Rio Parnaíba. A propósito, o referido Porto foi construído no século XXVIII e desempenhou um papel preponderante na economia da região, de maneira que o beneficiamento do charque desenvolveu o comércio e, posteriormente a vila foi crescendo e dando início à sua independência. Também se destacam o conjunto Avenida Getúlio Vargas e o Conjunto Praça da Graça, visto que ambos fazem parte da vida econômica, social e política da cidade.

Todavia seus aspectos históricos parece não ser repassados para os turistas pela grande maioria da população parnaibana, uma vez que, muitos não tiveram anteriormente, quando estudavam, acesso aos fatos que compõem o surgimento inicial da cidade.  Além disso, outro aspecto relevante refere-se à sua cultura que tem como raízes as manifestações folclóricas, através de suas festas religiosas tradicionais (festejo da padroeira Nossa Senhora da Graça, São Sebastião, São Francisco, Semana Santa e etc.), danças (festa junina, bumba-meu-boi, reisado, etc.), suas lendas (do rio Portinho, da carnaúba, o túnel dos Jesuítas), o artesanato e sua gastronomia.

Sob esta visão Mavignier e Moreira (2007, p. 156) considera que, “a preservação dos costumes e tradições de um povo é fator básico para que se conserve a sua identidade, elemento que lhe dá individualidade e o destaca entre os demais.” Por isso, resgatar o passado é produzir conhecimento, é assegurar às novas gerações, descobertas que irão contribuir na sociedade em que esse sujeito se relaciona.

Outro ponto a se considerar sobre a visão da importância de se conservar os patrimônios de um destino turístico é referente à participação efetiva de todos que residem na localidade turística, pois, esta participação deve contemplar os autóctones, os moradores e os turistas, como descrito por Perinotto e Santos (2011, p. 204).

É preciso considerar que um patrimônio comercializado através do turismo deva possuir, de antemão, uma relação de identidade e de memória consolidada com a população local, observando se os autóctones o consideram como um bem que deva ser respeitado e preservado, para que, em um segundo momento possa dividi-lo com os visitantes […].

 

Portanto, tudo que pertence à história de uma localidade, precisa ser integrado na educação de crianças e adolescentes, a fim de construir um senso comum de hospitalidade e cidadania. Essa concepção de integração do turismo nas escolas de ensino básico remete aos educadores o compromisso de concretização de informações para que a consolidação do respeito à história seja firmada através da produção de saberes com acesso a locais que fazem parte dessa história, ou simplesmente de relatos, vídeos, dramatizações e etc., que irão contribuir para a construção de cidadãos responsáveis e comprometidos com a valorização de seus patrimônios.

Por isso, faz-se necessária a construção desse processo de reconhecimento sobre a importância de todo patrimônio que a cidade de Parnaíba constitui, de forma que seus moradores possam ser sensibilizados sobre a valorização de sua cultura para as gerações futuras, assim como também, construir uma hospitalidade voltada para divulgação de todo esse legado, reafirmando o turismo na cidade de Parnaíba.

AÇÕES E COMPORTAMENTOS DA HOSPITALIDADE PARA O TURISMO

Um destino turístico bem planejado deve ter como um de seus princípios a preparação de seus anfitriões para o bem receber, pois este é um dos componentes integrantes para o bom funcionamento de qualquer atividade turística.

Soma-se a isto a ideia de uma cidade hospitaleira, pois, quando se prepara seus moradores desde cedo, realiza-se uma projeção para aquisição de futuros profissionais capacitados. De acordo com Pelizzer (2004, p. 52), “a opção do turismo como uma das alternativas de desenvolvimento de um município implica mudanças socioculturais que precisam ser entendidas e superadas em parcerias com os residentes como membros efetivos e permanentes desse processo”. Dessa maneira, valores e atitudes, devem fazer parte do cotidiano de uma localidade que apresenta sua região como um destino turístico e é através da boa receptividade que esse destino precisa se destacar para se reafirmar como uma localidade turística. Entre os motivos da escolha de um destino turístico, Dias e Cassar (2005, p. 127) citam:

Muitas vezes, o maior atrativo que apresenta uma localidade, país ou região é a hospitalidade de seus habitantes. O carinho, a simpatia, a disposição de atender o turista, tudo fará com que, ao regressar à sua região de origem, o turista contribua para a formação de uma imagem positiva daquele destino.

 

Por isso, uma excelência na hospitalidade, apresentada aos turistas, poderá ser um fator relevante para um bom desempenho da atividade turística ao passo que, a hospitalidade se constitui com diversos saberes em que seus moradores devem expressar ao longo de seu dia a dia, seja, com um turista ou mesmo com seus conterrâneos. Lashley (2004, p. 5) fala a respeito da hospitalidade e como pode ser concebida através dos diversos elementos que compõe o conjunto de comportamentos da ação humana originados do aprendizado para o viver em sociedade. Do ponto de vista de Baptista (2002, p. 162):

A hospitalidade permite uma distância e, ao mesmo tempo, uma proximidade, experiência imprescindível no processo de aprendizagem humana. Portanto, é urgente transformar os espaços urbanos em lugares de hospitalidade. Não uma hospitalidade convencional ou artificial, reduzida a um ritual de comércio e falsa cortesia, mas uma hospitalidade ancorada no carinho e na sensibilidade que só podem ser dados por outra pessoa.

 

Segundo Matheus (2002, p. 66) “o conceito de hospitalidade cuja qualidade pode ser entendida como categoria da identidade, não pode ser estudada apenas no seu nível normativo; deve-se levar em consideração as percepções influenciadas pela cultura e educação dos indivíduos”. A hospitalidade vai além de um mero contrato, que para muitos, se resume em apenas hospedagens e refeições, é o acolhimento sincero, é passar informações necessárias para que o visitante ou turista se sinta profundamente acolhido. É interagir com esse visitante somando os valores culturais e sociais.

Dessa maneira, deve-se pensar na hospitalidade como um recurso de entretenimento para o fazer turístico, pois, é dela que se constitui uma grande parcela de contribuição para o desenvolvimento de qualquer localidade a qual pretende se firmar como um destino  turístico, ao passo que são as pessoas que podem fazer crescer e desenvolver o turismo, sendo na forma de cordialidade, como também, repassando informações sobre locais que são importantes para esse crescimento.

Para que o turismo possa se desenvolver em bases sólidas, se faz necessário, construir um cenário local, em que a infraestrutura, patrimônios naturais e culturais, assim como os sujeitos envolvidos, sejam preparados. Desse modo, esses sujeitos poderão ser profissionais atuantes no setor turístico ou apenas anfitriões. Por isso é indispensável a manutenção e melhoramento das instalações físicas, como também, educação e qualificação para autóctones e moradores de uma localidade turística, a fim de consolidar o turismo e a hospitalidade genuinamente verdadeira.

Em síntese, Wada (2003) coloca que o turismo e a hospitalidade se completam, pois ambas buscam entender o visitante e o anfitrião em questões que dizem respeito a expectativas, necessidades, desejos e tradições. Wada (2003, p. 67) ainda afirma que “o desenvolvimento de certos polos de atração turística beneficiará a comunidade local, com geração de empregos e melhor distribuição de renda.” Mas para isso, é preciso que haja uma interação entre o visitante e a cidade como um todo. Não só relativo aos atrativos turísticos, mais entre tudo que envolve esse conjunto de ações que compõem a boa receptividade. Por sua vez, quando a comunidade local preserva suas características ambientais e culturais, está continuamente caminhando para o desenvolvimento saudável da atividade turística.

A propósito, a ideia da educação voltada para o turismo no ambiente escolar da educação básica é de propor uma contextualização sobre diversos assuntos que estão ou poderão ser ligados com a temática do turismo, e consequentemente com a hospitalidade nos sujeitos que residem em uma localidade turística, a fim de prepará-los para o exercício de uma qualidade relativa à boa receptividade.

Além disso, é possível fazer com que crianças e adolescentes sejam multiplicadores de informações relativas à sua cidade, não só com relação aos seus patrimônios, tradições, mas sobre lugares como: supermercados, lojas varejistas, farmácias, hospitais, postos de gasolina, restaurantes, shoppings e etc. que estão diretamente ou indiretamente ligados à infraestrutura turística (locadoras de automóveis, rodoviárias, aeroportos, terminais rodoviários de transportes coletivos, pontos de taxi, agências de viagens, hotéis, pousadas e etc.), e que são necessários para que o turismo desenvolva-se de forma a contribuir com toda a sociedade do destino turístico.

Contudo, faz-se necessário buscar formas mais efetivas de contribuir com o desenvolvimento turístico de sua localidade. Por isso, a escola precisa buscar formas de valorização e participação efetiva de toda a comunidade, e isso se faz através de estudos práticos em que toda a comunidade escolar, os pais e a sociedade, possam participar, seja através de palestras informativas sobre patrimônio ambiental e cultural, seja através de informações adquiridas em sala de aula, dia cultural, amostra de fotos e etc.

Sendo assim, a escola não necessariamente precisará preocupar-se com uma formação do educando para atuar em definitivo em atividades voltadas para o turismo, apenas o que se espera é que a escola desempenhe um papel educativo e informativo em relação à hospitalidade e a valorização da cultura de seus educandos.

 

A EDUCAÇÃO COMO PROTAGONISTA DO DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO

 

A escola tem um papel fundamental no desenvolvimento das crianças e dos adolescentes, pois, constitui todos os dias cidadãos que atuarão na sociedade. Para tal fato, a Constituição Federal (Brasil, 1988) aborda sobre a importância que a escola exerce na formação de seus cidadãos: “a educação que é direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. É através da escola que os educandos constroem seus conhecimentos, agregando valores referentes à fundação de sua cidade, uma vez que, a aquisição desse conhecimento constituirá em anfitriões e profissionais envolvidos com a valorização de sua cultura local.

Segundo a LDB -Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei 9.394/1996 “os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de arte, literatura e história brasileira” (Brasil, 1996). Sem dúvida que a aquisição dos conhecimentos provenientes das disciplinas citadas anteriormente é a principal fonte de transmissão de conhecimentos e informações sobre as questões que envolvem a cultura, o patrimônio natural e cultural. Mas também, incluir-se-á as disciplinas de geografia e ciências por se tratarem de disciplinas que abordam conhecimentos relativos à sociedade e todos os fatores que a constituem.

Em adição, os PCN’s – Parâmetros Curriculares Nacionais – do ensino fundamental explicam que, a interdisciplinaridade precisa ser construída ao longo das discussões em sala de aula entre vários assuntos a serem abordados, entre eles a valorização e conservação do patrimônio natural e cultural, assim como também, uma cidadania relativa ao respeito pelo o outro (ou seja, o visitante que muitas vezes procura saber mais sobre a diversidade cultual da localidade visitada) nas diversas disciplinas do meio educacional (Brasil, 1998).

A educação para o turismo necessita ser construída dentro das escolas de ensino fundamental para nortear os educandos sobre a importância da atividade turística dentro de uma localidade, pois essa atividade é integrada por muitos valores referentes à cidadania. Sabe-se que cidadão é aquele que constitui sentimentos, ideias e ações voltadas para a transformação de sua cultura, dando-lhe sentido, através da divulgação de seu patrimônio histórico-cultural. Essa construção deve ser um dos pilares para a boa formação de crianças e adolescentes, ao passo que, a abordagem regional e local precisa ser estabelecida nas escolas de ensino fundamental como requisito básico de estudos e pesquisas, com uma fundamentação realizada através da teoria e de práticas educacionais que venham a acrescentar e construir, no educando, o sentimento de cidadania e de hospitalidade.

Portanto, a escola deve ser um lugar possível para uma aprendizagem direcionada à valorização e divulgação dos diversos elementos que compõe o fazer turístico em uma localidade, a fim de formar cidadãos hospitaleiros, em que esses sujeitos assumam um compromisso de informar a todos que visitam sua região, sobre o que envolva esse patrimônio material e imaterial. A escola precisa ser um espaço de atuação, onde os alunos possam vivenciar e conhecer as diferentes festas religiosas, a gastronomia, o artesanato, e os locais de expressiva representatividade histórica sobre sua formação econômica e social.

A prática pedagógica nas escolas em relação ao turismo, e consequentemente sobre a hospitalidade, devem acontecer de forma a nortear os educandos sobre a importância que o turismo representa em todos os aspectos, sejam eles, econômicos, ambientais e culturais.

Os impactos negativos que ocorrem na atividade turística, também, devem ser abordados em sala de aula pelos professores das disciplinas de ciências, geografia, história, artes e português, a fim de evidenciar a importância de se preservar o meio natural e cultural, pois, o uso controlado dos recursos naturais deve ser planejado e efetivado por todos que estão diretamente e indiretamente ligados com a atividade turística.

Nos PCN do meio ambiente encontra-se o seguinte: “A educação como meio indispensável para a transformação da consciência ambiental” (BRASIL, 1998), então, os educandos têm que perceber positivamente que todas as ações que propuserem a fazer para diminuir os impactos, sejam naturais, culturais ou que envolvem a falta de hospitalidade, a chamada inospitalidade, estarão de fato promovendo o desenvolvimento do turismo de sua região.

Na educação para o turismo, sujeitos e atrativos devem ser evidenciados, de forma que a hospitalidade seja apresentada com todas as suas diversas funcionalidades (de proteção e conservação) que envolvem toda a cidade. Entretanto, esta funcionalidade precisa ser apresentada pelos professores durante o ensino-aprendizagem de maneira que proporcione ao educando a busca de novas descobertas e principalmente a construção de cidadãos conscientes e ativos.

A hospitalidade precisa estar presente no aprendizado de crianças e adolescentes para que, adquirida no meio educacional, esteja presente no convívio com o visitante e, desse convívio, seja estabelecida uma interligação de aprendizagens entre ambos: anfitrião e turista. Para isso, é necessário que exista uma mobilização de toda a comunidade para que o desenvolvimento da atividade turística comece a surgir de forma a contribuir com todos os atores envolvidos nesse processo de integração. Neste sentido, Beni (2007, p. 311-312) defende que:

A construção de ambientes inovadores e criativos estará diretamente relacionada aos movimentos dos grupos locais quando eles percebem as diversas maneiras de produzir e reproduzir o desenvolvimento a partir do relevante papel de cada grupo no conjunto dos territórios e da sociedade. […] A comunidade passou a ser considerada uma força dinâmica, constantemente em mudanças, cada vez mais organizada e dirigida. […] É nesse sentido que a comunidade, como agrupamento de pessoas que, vivendo numa região, tem por característica essencial uma forte coesão, baseada no consenso espontâneo de seus integrantes e traduzida por atitudes de cooperação em face de interesses e aspirações comuns, pode, assim, vir a se transformar num público dos mais importantes para a atividade de relações públicas.

 

Sendo assim, esses movimentos podem estar representados através de grupos folclóricos, comunidades organizadoras de festas religiosas, artesãos, guias turísticos e etc., que precisam buscar constantemente o engajamento dentro da localidade turística e, para isso, precisam contar com todo o restante da sociedade do destino turístico, seja através de apoio na valorização desses bens materiais e imateriais, seja na excelência da receptividade. Mas, é preciso que o ambiente da comunidade seja preparado através do conhecimento de tudo que constitui sua cultura local.

 

METODOLOGIA

Conforme Dencker (2001, p. 121) esclarece, “a metodologia é a maneira concreta de realizar a busca do conhecimento, o que fazemos para adquirir o conhecimento desejado de forma racional e eficiente.” Portanto, o objetivo da metodologia é repassar formas de buscas interativas que faz o pesquisador elucidar seu estudo de forma que fique acessível a todos os interessados, além disso,  a metodologia direciona o pesquisador a comprovar suas observações sobre o assunto a ser explorado.

A natureza da pesquisa realizada neste trabalho foi a pesquisa exploratório-descritiva, que de acordo com Lakatos e Marconi (2003, p. 188) “são estudos exploratórios que têm por objetivo descrever completamente determinado fenômeno, como, por exemplo, o estudo de um caso para o qual são realizadas analise empíricas e teóricas.” Além disso, é uma pesquisa que possibilita um maior contato com o estudo, e tem por objetivo, apresentar características que remetem a descobertas sobre determinados assuntos que podem ser qualificados e quantificados de maneira a estabelecer diagnósticos e sugestões.

Quanto aos procedimentos técnicos ou delineamento foram utilizados também, a pesquisa bibliográfica, a qual subsidiou o presente trabalho e posteriormente foi confrontada com as concepções dos professores que participaram da pesquisa de campo, o estudo de caso e a pesquisa documental por utilizar-se da Constituição Federal (Brasil, 1988), PCN (BRASIL, 1998) e a LDB (Brasil, 1996). Pois, ambos os procedimentos proporcionaram ao trabalho uma gama de conhecimentos específicos em relação ao assunto pesquisado.

A pesquisa de campo teve como técnica de coletas de dados um questionário composto de 07 perguntas, com questões abertas, fechadas e de múltipla escolha. Desse modo, ainda de acordo com Dencker (2001, p. 146) a finalidade do questionário é a de “obter, de maneira sistemática e ordenada, informações sobre as variáveis que intervêm em uma investigação, em relação a uma população ou amostra determinada”, o qual de fato, proporciona ao investigador respostas para ilustrar as questões pelas quais o levou a investigar a temática proposta.

No texto descritivo as informações apresentam um caráter qualitativo, pois, ainda conforme o autor supracitado a pesquisa qualitativa tem por objetivo um conhecimento mais aprofundado da investigação que se deseja esclarecer, dando ênfase nas respostas das perguntas abertas, a fim de observar e avaliar se os objetivos foram alcançados.

Fez-se necessário, portanto, delimitar uma amostra em relação ao ensino fundamental, visto que abrange escolas municipais, estaduais e particulares. Some-se a isto, a necessidade de dirigir-se à Secretaria de Educação do Estado – SEDUC no município de Parnaíba no mês de fevereiro de 2014, com o intuito de coletar informações sobre a quantidade de escolas e de professores que trabalham com ensino fundamental na zona urbana de Parnaíba nas séries-finais de 6° ao 9° ano das disciplinas de história, geografia, ciências, artes e português.

Constatou-se que são 09 escolas dentro da zona urbana e, em relação ao número específico de educadores por disciplina selecionada para a amostra, teve-se que coletar esses dados diretamente nas instituições de ensino. Optou-se por escolas da rede pública do estado, devido à quantidade apresentada no perímetro da zona urbana oferecer uma amostra que possibilitou a realização da pesquisa de campo.

A escolha recaiu sobre os educadores do ensino fundamental das séries-finais que atuam nas disciplinas de história, geografia, ciências, artes e português pelo fato de trabalharem com diversas tipologias de leituras: livros, jornais, revistas, internet, no qual essas leituras constituem informações sobre assuntos ligados à temática em questão.

As escolas foram visitadas no período entre 24/02 a 14/03 de 2014, a fim de ser realizado um levantamento sobre o número de educadores correspondentes a cada disciplina que faria parte da pesquisa.

Desse modo, devido a não informação por parte de alguns diretores e coordenadores, totalizou-se o número geral de educadores das disciplinas citadas anteriormente com base no pedido de questionários solicitados por diretores e coordenadores. Sendo assim, foram contabilizados entre os educadores das disciplinas de história, geografia, ciências, artes e português um total de 100 professores atuantes nas 09 escolas da rede Pública Estadual de Parnaíba.

Consequentemente, a pesquisa foi dividida em 02 etapas: uma para a distribuição e outra para o recolhimento dos questionários. Os questionários foram distribuídos nas escolas entre os dias 17 a 21 de março de 2014, e seu recolhimento agendado para o período de 31 de março a 04 de abril, porém que se estendeu até o dia 15 de abril por conta de alguns educadores não entregarem na data marcada, devido ao não preenchimento por esquecimento, ou perda do questionário. Por tal motivo, foram agendadas novas datas de recebimento.

Vale acrescentar que dos cem questionários distribuídos, retornaram apenas 32 respondidos, dentre os quais a pesquisa de campo fundamentou-se. Superando estas dificuldades e de posse dos questionários respondidos, os dados foram apresentados através de quadros e analisados, interpretados e confrontados com os estudos dos teóricos utilizados na revisão de literatura. E, para uma melhor disposição dos dados e identificação as instituições foram apresentadas como escola A, B, C, D, E, F, G, H, I, seguindo uma ordem alfabética em relação aos seus nomes.

APRESENTAÇÃO DOS DADOS COLETADOS NA PESQUISA DE CAMPO E SUA ANALISE INTERPRETATIVA

 

Os resultados obtidos na pesquisa de campo teve como instrumento de coleta o questionário, no qual é exposta uma análise descritiva acerca das respostas dos professores participantes da pesquisa, transcritas de acordo com o que foi respondido pelos educadores, a fim de expor a veracidade da investigação.

Em adição, existiram algumas observações durante as visitas no ato da entrega e coleta dos questionários investigativos das escolas participantes, pois através de diálogos informais com os diretores e coordenadores, constatou-se que algumas escolas ainda não têm professores específicos da área, e em outros casos, existem professores de outras disciplinas que estão ministrando aulas em áreas que não é a de sua formação. Conforme a explicação de algumas diretoras e coordenadoras essa situação é temporária e, em breve, o quadro dos docentes será normalizado. Observou-se também, que existem educadores que trabalham em mais de uma escola dentre as 09 escolas pesquisadas.

Contudo, como finalidade de alcançar o objetivo geral desta pesquisa, elaborou-se a seguinte pergunta inserida no questionário: Você trabalha a questão do turismo e da hospitalidade em sala de aula?

Percebeu-se que todos os professores das disciplinas de história e geografia responderam que “sim”, tornando essa resposta positiva para a cidade de Parnaíba visto que, essas disciplinas têm uma grande representatividade nas questões que envolvem o patrimônio cultural material e as questões que envolvem suas localizações.

No entanto, as disciplinas de artes e ciências que estão também envolvidas no fazer turístico, por tudo que constituem em relação à atividade, por exemplo, de atrativos naturais e culturais inseridos nos produtos da atividade turística da cidade de Parnaíba, notou-se que, a resposta “não”, nestas duas disciplinas (5 professores de artes e 5 professores de ciências) teve um respaldo maior, e isso vai não vai de encontro com os PCN, pois conforme Beni (2008) é sabido que a atividade turística proporciona fatores positivos e negativos que precisam ser trabalhados em sala de aula, a fim de melhorar a atuação dessa atividade em qualquer destino turístico.

De fato, a disciplina de ciências precisa evidenciar os cuidados que um indivíduo precisa ter ao fazer diversas atividades ligadas ao patrimônio natural seja ele turista ou morador de uma localidade que ofereça atrativos como: praias, lagoas e etc. Como exemplo, pode-se citar que Parnaíba é uma região do Delta onde são oferecidos inúmeros passeios, com embarcações grandes e pequenas em que a tripulação desses passeios de contemplação ao Delta é constituída de turistas, mas também de moradores da cidade, e é importante que na escola, seja trabalhado formas de proteção em relação a esse patrimônio. Os PCN do meio ambiente (Brasil, 1998) caracterizam que:

A principal função do trabalho com o tema Meio Ambiente é contribuir para a formação de cidadãos conscientes, aptos a decidir e atuar na realidade socioambiental de um modo comprometido com a vida, com o bem-estar de cada um e da sociedade, local e global. Para isso é necessário que, mais do que informações e conceitos, a escola se proponha a trabalhar com atitudes, com formação de valores, com o ensino e aprendizagem de procedimentos. E esse é um grande desafio para a educação. Gestos de solidariedade, hábitos de higiene pessoal e dos diversos ambientes, participação em pequenas negociações são exemplos de aprendizagem que podem ocorrer na escola.

Assim, a grande tarefa da escola é proporcionar um ambiente escolar saudável e coerente com aquilo que ela pretende que seus alunos apreendam, para que possa, de fato, contribuir para a formação da identidade como cidadãos conscientes de suas responsabilidades com o meio ambiente e capazes de atitudes de proteção e melhoria em relação a ele.

 

Em adição a essas atitudes de sensibilização que os alunos devem ser capazes de fazer sobre tudo que envolve o meio ambiente, também se faz necessário divulgar e respeitar sua cultura local. Para isso, a disciplina de artes precisa oferecer meios de conhecimento e valorização dessa cultura dentro do ambiente escolar, a fim de levar esse educando a conhecer profundamente suas tradições referentes a danças, culinária, festas religiosas, datas comemorativas locais e o artesanato, devido o alto envolvimento que a cultura estabelece com o turismo e o desenvolvimento local de um destino turístico.

Na segunda pergunta os educadores foram questionados acerca da importância do turismo e da hospitalidade serem trabalhados em sala de aula, no entanto, algumas respostas revelam-se contraditórias em relação à resposta da primeira pergunta.

Percebeu-se que entre alguns professores que disseram “não” ao questionamento anterior, responderam que reconhecem a importância e a relevância que estas duas temáticas têm (escolas “C”, “D”, “F’, “G”, “H”, “I”), devido ao conjunto de saberes que esses temas abordam ligando vários assuntos correspondentes ao cotidiano do educando. Além disso, estes conhecimentos estão diretamente ligados à história de sua localidade, cultura, questões ambientais e localizações de locais importantes tanto para quem reside em um destino turístico, como para quem vem visitá-lo.

Do mesmo modo, trabalhar a questão da hospitalidade em sala de aula direciona o educando a vivenciar a prática da cidadania que poderá ser evidenciada através de varias ações que poderão ser realizadas pelos alunos e seus familiares que vivem em sociedade, reafirmarão o respeito à cultura do outro, seja no modo de se vestir, falar, pensar e etc. De acordo com os temas transversais (Brasil, 1998) a educação tem o compromisso com a construção da cidadania, e isso envolve responsabilidades em relação à vida pessoal, coletiva e a tudo que envolve o meio cultural e ambiental.

Assim, na escola “A” o professor de ciências ressalta que sua disciplina trabalha as questões ligadas ao meio ambiente, reconhecendo que o estudo do turismo aglutina assuntos diretamente ligados a esses temas. Já na escola “C” o professor da mesma disciplina, respondeu na primeira pergunta do questionário investigativo que “não” trabalha os termos turismo e hospitalidade, mas respondeu na segunda pergunta que essa área ligada ao turismo estabelece temas importantes, mas que não constituem temas trabalhados na área de ciências. Entretanto, os educadores deixam transparecer que não estão aplicando o que viram ou deveriam ter visto sobre os PCN, LDB e Constituição Federal quando eram acadêmicos da disciplina de didática.

Na escola “D” os educadores de artes, português e um de ciências responderam também, na primeira questão, que não trabalham turismo e hospitalidade em suas aulas, mas, na segunda questão, evidenciam que a hospitalidade se faz importante na educação de crianças e adolescentes para promover o bem estar do visitante. O mesmo acontece com o professor de português da escola “F”. Já na escola “G” os docentes de artes e um de ciências que responderam não trabalharem esses termos turismo e hospitalidade, mas reconhecem sua importância pelo fato de a cidade de Parnaíba ser considerada turística. Na escola “H” o professor de português ressalta a importância de conscientizar que, na verdade, seria sensibilizar, os alunos sobre o valor de trabalhar essas temáticas para melhorar os elementos que constitui o turismo em Parnaíba, e para a escola “I” considera-se importante pelo fato de a cidade receber turistas que geram renda, pelo conhecimento cultural que ambos podem proporcionar ao educando e ao visitante.

Um fato interessante a ser observado nas respostas dos docentes é que os próprios educadores pesquisados reconhecem a importância que o turismo tem para a cidade de Parnaíba, entretanto, a atuação da prática educacional de alguns professores não propicia a aquisição de informações e conhecimentos que se faz necessária para a prática da boa receptividade, e é o que se verifica nas próximas respostas das perguntas seguintes.

Analisando a resposta dos docentes sobre os recursos utilizados para expor os termos turismo e hospitalidade na sala de aula (terceira pergunta), percebe-se que vinte e três (23) educadores, (apesar de dezesseis terem respondido que “não” trabalham com esses temas), citam recursos utilizados para inserir o assunto na sua prática docente.

Em vista do que foi respondido pelos professores, observa-se que, há uma frequência de respostas sobre alguns recursos utilizados sendo a internet citada por 12 educadores, revistas 11 educadores, comentários de fatos ocorridos 01, livros didáticos 02, livros 02 (não especificado a tipologia), rádio escolar 01, documentário 02, jornais 04, postais da cidade 01e cartaz com gravuras 01. Percebeu-se que todos procuram variar em sua didática. Entretanto, tiveram dois professores que citaram livros didáticos (escola ”D” – geografia; escola “F” – português), em que o professor de português da escola “F” enfatizou que só conta com o livro didático, levando a entender que a escola na qual trabalha não possui outras fontes de informações como internet, biblioteca ou sala de leitura.

A propósito, quando os questionários investigativos foram recolhidos nas instituições solicitou-se aos diretores e coordenadores que mostrassem o livro didático das disciplinas que participaram da amostragem, com o objetivo de observar se havia em algum capítulo informações sobre o turismo local, regional, nacional e internacional.

Apenas só duas escolas colaboraram ao fornecer os livros didáticos: a escola “C” e a escola “D”. Entretanto, as diretoras de ambas as escolas, não liberaram a cópia dos livros, somente foram observados (folheados) os livros de ciências, geografia, história e português. Verificou-se ainda que apenas os livros didáticos utilizados na disciplina de geografia das duas escolas “C” e “D” do sétimo ano (7º) “manual do professor e o livro do aluno” (Anexo A, B, C e D) contém assuntos referentes ao turismo.

Em resumo, os livros dos educadores e dos alunos da disciplina de geografia das escolas “C” e “D” (7º ano), possuem importantes informações que podem acrescentar ainda mais conhecimentos sobre o turismo, a hospitalidade e os patrimônios piauienses, e consequentemente sobre a cidade de Parnaíba, por também apresentar um legado histórico de interesse para a comunidade nacional e internacional.

Dessa forma, percebeu-se que a disciplina de geografia no sétimo ano, conta com suporte didático para comentar sobre o turismo e a hospitalidade em sala de aula, e, ambos os textos, ainda podem fazer parte das disciplinas de artes, ciências, história e português, haja vista que os textos apresentados tanto no manual do professor como do aluno da disciplina, trazem diversas informações, entre elas: a localização do Delta (o número de ilhas e lagoas, ou seja, fala sobre as características da fauna e da flora); falam também sobre o turismo no nordeste do Brasil, especificando a expressão cultural (carnaval de Olinda – PE, o artesanato, e etc.), a riqueza histórico-cultural, o turismo religioso que pode ser explanado também nas disciplinas de artes (as músicas e encenações religiosas), ciências (alimentos comercializados nos festejos), história (o legado histórico de varias religiões) e português (textos diversificados sobre a história dos padroeiros, vestimentas, linguagens e etc.) direcionado para um viés regional e local, ou seja, a realidade do aluno onde ele está inserido o turismo na cidade de Parnaíba-PI.

Observou-se também, que desses recursos a Internet é a mais citada, ao passo que, possibilita ao educador construir meios para contextualizar os diversos temas que o turismo e a hospitalidade englobam, sejam eles relacionados com as questões ambientais, cultural ou histórica social, pois essa ferramenta possui informações diversificadas sobre vários temas e traz fotos e imagens que despertam o interesse do educando, mas isto não quer dizer que, os outros recursos não possam disponibilizar de informações e imagens, entretanto, essas informações em revistas, jornais, livros didáticos são limitados pelo pouco espaço que eles oferecem, chegando às vezes a estarem desatualizadas.

       Ao utilizar-se da quarta questão (Através de que as festas folclóricas regionais são vivenciadas na escola que você trabalha?) revela que, as escolas pesquisadas como todo (corpo docente diretores e coordenadores) propõe-se a divulgar a cultura. Some-se a isto que a maioria das escolas através de seus professores das disciplinas pesquisadas responderam que as festas folclóricas são representadas através de dia cultural, dramatizações, vídeos e seminários, sendo que houve uma frequência na maioria das respostas em relação a dia cultural, pois 23 professores marcaram esta opção.

Portanto, o que pode ser percebido nas respostas da maioria dos educadores é que estão desenvolvendo atividades relativas a festas folclóricas, mas não estão construindo um sentido para o educando, ou seja, não tem o “por que” e “para quê” é realizado esse dia cultural, levando para o viés dos termos turismo e hospitalidade, pois atividades relacionadas as manifestações culturais são um dos produtos que o turismo oferece em Parnaíba. Com base nesses argumentos, Fonseca Filho (2013, p. 84) sugere que:

Educar para e pelo turismo no âmbito da escola básica, agrega valores à formação humana e estimula a cidadania ao propor conhecer, valorizar, proteger, divulgar os patrimônios culturais da localidade. Os munícipes, além de ter acesso a esses conhecimentos, serão estimulados a promover o sentimento de pertencimento ao lugar e receber turistas e visitantes de modo mais hospitaleiro, compreendendo a validade da prática do turismo na localidade.

 

Neste contexto, gera uma reflexão sobre a falta de uma capacitação para uma educação direcionada ao turismo e a hospitalidade em Parnaíba envolvendo os professores do ensino de artes, ciências e português ao passo que, está faltando entre esses educadores a construção de sentidos que liguem à cultura, e possivelmente sua valorização e divulgação, a fim de proporcionar para o educando e para toda a população local resultados voltados para uma excelência na hospitalidade, e consequentemente o desenvolvimento do turismo na cidade.

Provavelmente, os professores das disciplinas de história e geografia participantes da pesquisa, mostram-se atrelados com informações referentes às temáticas pesquisadas “turismo e hospitalidade” mesmo que a exemplo do professor da escola “A” de história tenha citado que trabalha de forma informal por não estar no planejamento anual. Contudo os PCN (Brasil, 1998) temas transversais do ensino fundamental propõem aos professores a ampliação do conhecimento através da diversidade cultural que o Brasil constitui, do mesmo modo, a localidade na qual o educando está inserido.

Em seguida os professores foram questionados sobre quais os patrimônios culturais e naturais da cidade de Parnaíba você visitaram ou evidenciaram com seus alunos. Esta pergunta teve a intenção de evidenciar a prática docente do professor sobre o contexto patrimonial que Parnaíba apresenta e se, realmente o educando está vivenciado a história e a realidade que a cidade constitui.

Nas escolas “C” e “D”, por exemplo, dois professores de ciências afirmaram já terem visitado com seus alunos o Delta do Parnaíba e, no entanto, na primeira questão disseram não trabalharem com os termos turismo e hospitalidade.  Novamente percebe-se que, falta por parte desses educadores, uma compreensão da relevância que o turismo representa para a econômica local, pois ao inferir em suas aulas os biomas que o Delta do Parnaíba apresenta, precisam enfatizar a importância da conservação, sendo que o Delta é um atrativo turístico que recebe visitas de turistas nacionais e internacionais, propiciando geração de renda para a cidade de Parnaíba.

De acordo com um educador de ciências da escola “G”, respondeu já ter visitado praças e o Porto das Barcas, mas não com os educandos. Para um professor da escola “C” de português afirmou não ter feito esse tipo de aula passeio, mas que, no aniversário da cidade de Parnaíba costuma falar sobre os patrimônios. Isso torna-se positivo para o educando, pois oferecer-lhe informações sobre seu patrimônio local, ainda que durante o aniversário da cidade, ocasiona circunstâncias de aprendizado, uma vez que é sabido que os meios de comunicação de Parnaíba, durante essa data comemorativa enfatizam com maior respaldo a sua cultura em festa, e isso pode proporcionar-lhe  contribuições, como a aquisição de mais informações sobre o legado histórico de sua cidade, pois certamente fará associações sobre o comentário de seu professor durante a aula e isso ocasiona ações para uma receptividade ao visitante.

A partir dos dados apresentados anteriormente entende-se que a maioria dos educadores já realizou atividades vinculadas ao turismo, como visitas aos patrimônios naturais e culturais. Entretanto, não fizeram ainda uma associação sobre as questões ligadas ao turismo, sobre a importância dessa conservação a esses patrimônios para o desenvolvimento da atividade turística e da economia da cidade, bem como a importância de estimular no educando o sentimento de pertencimento ao local onde vivem, realizando ações que venham a beneficiar a hospitalidade. Desse modo Fonseca Filho (2013, p. 55) também enfatiza que:

[…]. Acreditamos que para se obter tal estado de conscientização com relação à cultura, esse processo deve ser iniciado por meio de sensibilização dos sujeitos, com propostas de formação humanística que possa difundir informações coerentes sobre o destino turístico, seus patrimônios culturais, além de prever condutas profissionais responsáveis e éticas com relação às populações locais e ao meio ambiente visitado.

Por certo, os educandos têm desejos de aprender tudo ou quase tudo que lhes é ensinado, desde que este ensino seja vinculado à sua realidade e que tenham significados para o seu cotidiano. Consequentemente, é preciso pôr em cena situações de aprendizagens voltadas para a sensibilização sobre a importância da proteção de seus patrimônios e que haja uma construção de ações realizadas através de atividades que os façam refletir sobre a importância desses patrimônios para Parnaíba.

Na sequencia do questionário, indagou-se aos educadores como é explorado em suas aulas temas direcionados à gastronomia e ao artesanato. De acordo como os professores de história, o artesanato e a gastronomia possuem uma relação diretamente ligada à cultura, e isso, facilita a questão de traduzir significados relacionados ao desenvolvimento da cidadania, pois há uma valorização quando se evidencia aulas práticas, pois os alunos despertam em si o apreço pelo sentimento de valorização e até mesmo de incentivo aos bens material e imaterial de sua região.

Quanto aos professores da disciplina de ciências, nota-se que a maioria não dá visibilidade na questão do artesanato em suas aulas. Como é sabido a cidade de Parnaíba constitui-se por uma vegetação variada e entre essa vegetação encontra-se a carnaúba, palmeira que se destaca na flora piauiense e pode-se aproveitar tudo, mas é utilizada principalmente pelos artesãos que de suas palhas fazem chapéus, esteiras, vassouras, rede, corda e etc. Outra forma de retratar a cultura local é trabalhar a gastronomia nessa disciplina, não só a questão dos nutrientes, mas também suas diversas formas de apresentar, por exemplo, o caju que também é uma fruta típica da região piauiense e dele pode-se fazer o doce, a cajuína, e a castanha.

Em relação aos professores de português observa-se que, na escola “D” dos três educadores que responderam esta questão, apenas dois afirmaram nunca terem explorado esses termos. Já na escola “C” o docente de português fala que na semana que antecede o dia do aniversário da cidade faz comentários sem muita profundidade e, na escola “H” o professor citou que comentará no aniversário da cidade.

Neste sentido, é fundamental também, para o desenvolvimento turístico a valorização de todos os patrimônios por parte de seus moradores. Para isso, é indispensável uma educação orientada para o turismo, pois o universo educacional proporciona conhecimentos que contribuem para uma mudança significativa no comportamento das pessoas, no tocante à conservação e valorização do patrimônio cultural e natural de um destino turístico. Além disso, o turismo é fonte de empregabilidade para muitos jovens em diversos setores ligados direta ou indiretamente com essa fonte geradora de renda. Entretanto, ainda existem muitas deficiências na qualidade para uma boa receptividade e na transmissão de informações sobre o patrimônio existente da localidade turística desses futuros profissionais.

A partir das respostas apresentadas pelos educadores de geografia, também observou-se que apenas dois (escola “B” e “H”) ainda não trabalharam esses termos “gastronomia e artesanato” realizando essa ligação com o turismo e a cultura local, mas deixam a entender que futuramente pretendem trabalhar, já o professor da escola “F” de geografia diz que não se enquadra nos conteúdos do 8º ano, sendo que o espaço geográfico de Parnaíba é constituído de rios, lagoas e praias no qual são habitados por uma grande diversidade de fauna e flora, que é utilizado na culinária e no artesanato.

Através das respostas dos professores da disciplina de artes é possível perceber que dois educadores, responderam que realizam exposições de fotos e imagens, confecção de artesanato em sala de aula (escola “A” e “D”). Já um professor de artes (escola “H”) mencionou que seus alunos realizam atividades de pesquisas, através de visitas aos pontos de artesanato. Nota-se que, este educador propicia ao aluno uma proximidade com sua realidade local, tornando-o cidadão hospitaleiro, pois este, ao entrar em contato com essa realidade de visitas aos mercados e lojas que comercializam o artesanato e a culinária parnaibana, constituem uma aprendizagem para a vida, principalmente sobre o conhecimento do material que compõe o artesanato e os ingredientes da gastronomia local.

Entretanto, na escola “F” um professor de artes respondeu que não explora a gastronomia e o artesanato, ou ainda na escola “G” um educador cita que esse conteúdo ainda não foi planejado, mas deixa a entender que futuramente poderá ser trabalhado em suas aulas. Isso reflete também na resposta de um professor de artes da escola “I”, ao qual respondeu que existem outras prioridades na sua disciplina. Aliás, os PCN do Ensino Fundamental (2008) afirmam que: a educação em artes propicia o desenvolvimento do educando, caracterizando de maneira particular o reconhecimento da cultura local a fim de orientá-lo para a sensibilização e o envolvimento das suas diferentes técnicas e formas de confecção. Dessa maneira, sobre o conhecimento da identidade cultural Perinotto e Santos (2011, p. 205) enfatizam que:

Todo homem tem direito ao respeito aos testemunhos autênticos que expressam sua identidade cultural no conjunto da grande família humana; tem direito a conhecer seu patrimônio e o dos outros; tem direito a uma boa utilização do patrimônio; tem direito de participar das decisões que afetam o patrimônio e os valores culturais nele representados; e tem direito de se associar para a defesa e pela valorização do patrimônio.

 

          O conhecimento gerado através de aulas práticas tem por finalidade envolver mais ainda o sujeito, pois apreciar sua cultura local seja através de visitas a locais que constitui o artesanato e a culinária (visitas a uma área de carnaubais a fim de propiciar o conhecimento da árvore, bem como, visita ao Delta do Parnaíba, local onde o caranguejo, um prato típico da região do norte do Piauí é extraído) ou exposições de pesquisas realizadas por esses sujeitos, constitui reflexões que envolvem respeito à cultura do outro e a valorização da sua própria cultura.

Na sétima e ultima questão os professores deveriam responder sobre a história e sobre questões ligadas à localização de lugares e espaços importantes dentro da cidade de Parnaíba. E de acordo com três professores da disciplina de português da escola ‘D’ em que todos responderam não trabalharem o turismo e a hospitalidade em sala de aula, também já realizaram algum tipo de atividade.

Quando indagados se os alunos conhecem o município de Parnaíba cinco professores disseram que não. Sendo: um de ciências (escola “D”), dois da disciplina de geografia (escola “D”), um de português (escola “D”), e um de geografia (escola “E”). Mas ao verificar a escola “A” um professor da disciplina de história respondeu que esse conteúdo não faz parte do ensino fundamental e sim do ensino médio, mas que no aniversário da cidade de Parnaíba faz comentários com seus alunos. Ou seja, o aluno tem que esperar chegar ao ensino médio para poder conhecer algo mais sobre sua cidade.

Também na escola “I” um professor da disciplina de artes respondeu que é “professor de artes”, através de sua resposta é possível perceber que o docente ainda não vincula os conhecimentos que estão interligados com a atividade turística, que por sua vez está inserido no folclore da cidade de Parnaíba (danças, festas religiosas, lendas, culinária e o próprio artesanato), pois a pergunta refere-se não só a história, mas também os lugares que evidenciam as expressões culturais (bens materiais e imateriais) integrantes da geografia de Parnaíba, ou seja, locais que fazem parte da história da cidade, lugares que comercializam o artesanato, que evidenciam as festas folclóricas e lugares que extraem o material para a confecção desse artesanato. Tudo isso precisa estar inserido na educação de artes. Desse modo, Fonseca Filho (2007, p. 10) conceitua que:

[…] devido a esse caráter multidisciplinar, acreditamos que a educação em turismo pode ser desenvolvida de maneira que possa abordar assuntos como cidadania, alteridade, sociabilidade, cultura, educação ambiental e patrimonial; que destacamos como relevantes para a formação dos educandos e que, muitas vezes, devido ao tempo limitado e à necessidade de cumprir os conteúdos programáticos das disciplinas tradicionais, esses temas são pouco destacados.

 

A integração da escola, na educação e formação do aluno, precisa ir além dos conteúdos programáticos, precisa criar condições em que o aluno aprenda também a valorizar sua diversidade cultural, para que esse educando seja um excelente anfitrião de forma que a hospitalidade apresentada, possa ser lembrada e repassada para futuros turistas ou visitantes. Neste aspecto, quanto mais a escola elucidar as diversas formas de se trabalhar a questão do turismo e da hospitalidade através de contextos ligados a patrimônios e a cultura, estará possibilitando ao educando uma formação continuada da cidadania e da formação ética desses futuros profissionais que atuarão nas diversas áreas da economia local.

Diante das respostas obtidas nos questionários, observou-se que os professores pesquisados ainda não fazem uma inferência sobre as questões ligadas à atividade turística em sala de aula, com os diversos assuntos atrelados a realidade do aluno, principalmente nas questões socioculturais, socioambientais e socioeconômicas, primordiais para a conservação e valorização de sua cultura, pois esses alunos são os principais atores para a promoção de ações voltadas à hospitalidade e a reafirmação da atividade turística.

Assim, a educação para o turismo possibilita a construção da cidadania, através de várias ações práticas que os educadores poderão realizar com seus alunos, seja através de aulas passeios, gincana cultural, apresentação de vídeos, leituras de textos informativos sobre a atividade turística e seus benefícios. A contribuição da escola, portanto, deve ser de desenvolver um plano pedagógico comprometido com o crescimento do aluno como futuro cidadão que possa a vir contribuir com o desenvolvimento de sua economia local.

CONSIDERAÇOES FINAIS

       Este estudo permitiu uma visão geral e uma introdução aos assuntos que envolvem a área da educação para o turismo nas suas mais diferentes atividades relacionadas ao turismo ambiental e histórico cultural, e consequentemente para a excelência na hospitalidade.

Evidenciou-se, portanto, a partir das transcrições das respostas dos professores, que há uma lacuna no ensino-aprendizagem dos alunos do ensino fundamental (séries-finais) nas áreas de artes, ciências e português, sobre a aplicabilidade dos termos “turismo e hospitalidade” como fonte de informações para o real desenvolvimento econômico da cidade de Parnaíba.

Percebeu-se ainda que o ensino de história e geografia, também, precisa ser ampliado e melhorado no que concerne a tudo que está relacionado a patrimônios naturais e culturais, história e manifestações culturais, inseridos nestas temáticas, a fim de acrescentar ao educando uma formação onde o contexto da cidadania seja acrescido de fontes de conhecimentos para uma formação hospitaleira e profissional, independente da área em que esse sujeito escolha para atuar no mercado de trabalho.

Neste sentido, a educação para o turismo precisa ser pensada nas escolas de maneira que facilite e melhore a participação da comunidade receptora residente em Parnaíba. Por sua vez, a escola precisa cumprir seu papel de formadora de cidadãos que venha a acrescentar no seu dia a dia informações sobre o turismo, a ser inserido na aprendizagem do educando, a fim de construir, o verdadeiro sentimento de orgulho por sua cidade, e consequentemente a inserção da valorização e preservação de tudo que faz parte da sua cultura.

Nesta perspectiva, os Parâmetros Curriculares Nacionais definem que cabe à escola realizar uma aprendizagem eficaz, propondo diversas atividades significativas, promovendo ao educando o conhecimento prático e o sentimento de pertencimento a sua identidade local. Contudo, cabe também aos gestores a promoção de capacitações, de modo a propiciar aos professores atuantes nas áreas de artes, ciências, geografia, história e português maiores conhecimentos ligados à atividade turística, para que possam constituir uma verdadeira transversalidade e interdisciplinaridade dentro da sala de aula sobre os assuntos interligados com o turismo e a hospitalidade.

Como sugestão, as escolas poderiam formar parcerias com as instituições de ensino da cidade, em especial a Universidade Federal do Piauí (UFPI), por dispor do Curso de Bacharelado em Turismo, de forma a motivar os professores a realizarem oficinas durante a capacitação voltada para os professores das áreas do ensino básico (séries-finais), das disciplinas já mencionadas anteriormente, os quais poderão adquirir conhecimentos ligados a essas temáticas, de significativa importância para o desenvolvimento da atividade turística de Parnaíba.

Por fim, é preciso por em cena estudos e pesquisas ligadas à educação para o turismo, pois só assim, a cidade estará se reafirmando como cidade turística e hospitaleira, onde seus autóctones e moradores estarão contribuindo para o seu crescimento socioeconômico.

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Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:
da Silva Barros, Márcia,Magalhães Borges, Dilene y Costa Perinotto, André Riani: "Educación para el turismo: los maestros de educación primária del sistemas de escuelas públicas de Parnaíba – PI" en Atlante. Cuadernos de Educación y Desarrollo, marzo 2015, en http://atlante.eumed.net/educacion-turismo/

Atlante. Cuadernos de Educación y Desarrollo es una revista académica, editada y mantenida por el Grupo eumednet de la Universidad de Málaga.